A enxaqueca é uma das condições neurológicas mais comuns — e também uma das mais cercadas de ideias erradas. Separamos alguns mitos frequentes do que, de fato, a ciência confirma.
Mito: "Enxaqueca é só uma dor de cabeça forte"
Verdade parcial. A dor é só uma parte do quadro. A enxaqueca é uma doença neurológica que pode envolver náusea, vômitos, sensibilidade à luz e ao som, e em alguns casos alterações visuais (a chamada aura) antes mesmo da dor começar.
Mito: "Enxaqueca não tem cura, então não adianta tratar"
Mito. Embora não exista uma cura definitiva, existem tratamentos eficazes tanto para aliviar as crises quanto para reduzir sua frequência — os chamados tratamentos preventivos. Muita gente convive anos com crises frequentes sem saber que existe tratamento preventivo disponível.
Mito: "É coisa da cabeça, é estresse"
Mito. O estresse pode ser um gatilho para as crises, assim como privação de sono, jejum prolongado e alguns alimentos — mas a enxaqueca tem base neurológica real, não é "psicológica" no sentido de não ser física.
Verdade: alguns alimentos podem desencadear crises
Cafeína, chocolate, frutas cítricas e álcool estão entre os gatilhos alimentares mais relatados. Isso não significa que precisam ser eliminados por todo mundo — vale observar se existe um padrão pessoal antes de cortar algo da dieta.
Verdade: enxaqueca é mais comum em mulheres
A prevalência é de fato maior entre mulheres, especialmente entre 30 e 39 anos, provavelmente relacionada a fatores hormonais.
Mito: "Analgésico comum sempre resolve"
Mito, e pode até piorar. O uso frequente de analgésicos sem orientação pode levar a um quadro chamado cefaleia por uso excessivo de medicação — um ciclo em que o próprio remédio passa a causar mais dor de cabeça.
Quando procurar ajuda
Se as crises são frequentes, intensas ou vêm atrapalhando o trabalho e a rotina, vale conversar com um neurologista sobre as opções de tratamento preventivo.

