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Enxaqueca: mitos e verdades

2026-07-182 min de leitura

A enxaqueca é uma das condições neurológicas mais comuns — e também uma das mais cercadas de ideias erradas. Separamos alguns mitos frequentes do que, de fato, a ciência confirma.

Mito: "Enxaqueca é só uma dor de cabeça forte"

Verdade parcial. A dor é só uma parte do quadro. A enxaqueca é uma doença neurológica que pode envolver náusea, vômitos, sensibilidade à luz e ao som, e em alguns casos alterações visuais (a chamada aura) antes mesmo da dor começar.

Mito: "Enxaqueca não tem cura, então não adianta tratar"

Mito. Embora não exista uma cura definitiva, existem tratamentos eficazes tanto para aliviar as crises quanto para reduzir sua frequência — os chamados tratamentos preventivos. Muita gente convive anos com crises frequentes sem saber que existe tratamento preventivo disponível.

Mito: "É coisa da cabeça, é estresse"

Mito. O estresse pode ser um gatilho para as crises, assim como privação de sono, jejum prolongado e alguns alimentos — mas a enxaqueca tem base neurológica real, não é "psicológica" no sentido de não ser física.

Verdade: alguns alimentos podem desencadear crises

Cafeína, chocolate, frutas cítricas e álcool estão entre os gatilhos alimentares mais relatados. Isso não significa que precisam ser eliminados por todo mundo — vale observar se existe um padrão pessoal antes de cortar algo da dieta.

Verdade: enxaqueca é mais comum em mulheres

A prevalência é de fato maior entre mulheres, especialmente entre 30 e 39 anos, provavelmente relacionada a fatores hormonais.

Mito: "Analgésico comum sempre resolve"

Mito, e pode até piorar. O uso frequente de analgésicos sem orientação pode levar a um quadro chamado cefaleia por uso excessivo de medicação — um ciclo em que o próprio remédio passa a causar mais dor de cabeça.

Quando procurar ajuda

Se as crises são frequentes, intensas ou vêm atrapalhando o trabalho e a rotina, vale conversar com um neurologista sobre as opções de tratamento preventivo.